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9.8.14

A voz do búzio / Hitória do Senhor Mar - La veu de la caragola / Història del Senyor del Mar poesia infantil portuguesa



Aquest dissabte volem navegar amb la poesia fins la veïna Portugal. Dos poemetes infantils, estiuencs i mariners, en portuguès. S'apropem la caragola a l'orella i escoltem con ressonen els versos i la música del mar. Us encantaran.

A voz do búzio

Eu trouxe da praia
Um búzio bonito
Que tem um segredo
Em que eu acredito.
Lá dentro escondido
Alguém a chamar…
Ponho-o ao ouvido
Escuto a voz do mar
O mar e o sol
E a praia inteira
Guardados num  búzio
Na minha algibeira.


História do Senhor Mar

Deixa contar
era uma vez
o senhor mar
com uma onda …
com muita onda…
E depois?
E depois …
Ondinha vai
Ondinha vem
Ondinha vai
Ondinha vem
E depois…
A menina adormeceu
nos braços de sua Mãe.

7.12.13

Natal de un pastorinho: versos para o Natal em português / Nadal d'un pastoret: versos en portuguès per a Nadal


Natal de um pastorinho
(Alexandre Parafita)

Pela serra acima
Vai o pastorinho.
Leva o seu bornal
Bem recheadinho!

Batendo os tamancos,
Lá vai p’la manhã,
Vestido de croça
E gorro de lã!

As ovelhas mansas
Seguem a seu lado,
P’ra lidar com elas
Não usa o cajado!

Fala-lhes mansinho:
“Meninas, correr!”
E elas tratam logo
De lhe obedecer!

Porém uma delas
Não aguentou mais,
Deitou-se p’ró lado
Ao pé duns giestais!

E logo o pequeno,
De tão perspicaz,
Deu p’la falta dela
E voltou atrás!

Andou meia légua,
Achou-a deitada:
Ia dar à luz
Não tardava nada!

E o pastorinho
Lá fez de parteiro,
Tomando nas mãos
Um lindo cordeiro!

Feliz a ovelha,
Feliz o pastor:
Que quadro tão belo
Para um bom pintor!

E p’ra festejar
Aquele Natal,
Lembrou-lhe o farnel,
Puxou do bornal!

Depois lá seguiram
De novo o caminho:
Ao colo do moço
Ia o cordeirinho!

E ao chegar a casa,
Lá pela tardinha,
Com mais um no rol…
O bom pastorinho
Inundou de encanto
Aquele pôr do sol!

La il·lustració és d'Antonio Boffa

4.9.12

Sobre todas as coisas / Sobre todas las cosas


Sobre todas as coisas

Um Som,
Para Todo o Tom.

Uma Sentença,
Para Toda a Letra.

Uma Poesia,
Para Toda a Fantasia.

Para que de tanto Dilema;

Se o Som define,
o Tom

A Sentença comporta,
a Letra

E a Poesia registra,
a Fantasia

Está na solução do Problema;

Do Tom para com o Som
Da Letra para com a Sentença
E da Poesia para com a Fantasia.

Il·lustració de Heather Gorham.

8.6.12

Alfabeto Maluco: abecedari poètic, en portuguès

 Fomentem la lectura i l'escriptura de la poesia (il. de Matt Leyen)

Hem comprovat ja moltes vegades que si veritablement es fomenta la poesia infantil als xiquets i xiquetes els resultats creatius són sorprenents. Poc a poc, amb alegria i un pessic d'entusiasme, ficant al seu abast molts i diferents poemes, gaudint junt a ells de la seua lectura... Tenim tot un estiu per davant per a jugar amb la poesia, el grans amb els menuts. Aprofitem el temps i no deixem que l'avorriment ens ens envaeixi.

Mireu, com exemple, aquest Alfabeto Maluco. Les poesies estan en portuguès, però es lligen fàcilment. És un abecedari poètic i està realitzat per les alumnes de 3ra. Etapa de l'Intituto Estadual de Educação Elisa Valls, de Uruguaiana -Brasil-





En aquest bonic alfabet poètic hi trobareu molts poemes bonics. Llegiu-ho i ho comprovareu. Amb la lletra "R" hi ha dos poemes que ben bé ens poden servir de mostra del que comentem:


Receita de um educador
(Rúbia)

Reúna as melhores histórias de conto
de fadas, príncipes e princesas,
misture com um punhado de criatividades.

Solte a imaginaçao e deixe que o 
amor seja o fermento; acrescente
tolerância, humildade e vontade de
transformar o velho em novo.

Para decorar e deixar nosso prato
apetitoso, cubra com muito sorrisos,
um tanto de afeto e, assim como
Emília de Monteiro Lobato, derrame
muito, mas muito pó de pirilimpimpim
e está pronto: é só servir e saborear
cada nova descoberta!

*

Com R escrevo várias palavras.
Como assim?
Tu queres saber?
Rio, regar, renovar, recreaçao...
Com R escrevo, tambén,
Responsabilidade comigo mesma,
Respeito pelas pessoas.
E nesse simples poema
Escrevo a palavra que se chama
Recordaçao!
(Rosângela)

14.4.12

Tique, tique... tique, taque... estimar a l'àvia



Tique, tique… tique, taque

                              Maria dos Reis Campos
                             e Alcina M. de Sousa

Tique, tique… tique, taque
Bate dentro de meu peito
um coração todo feito
tique, tique… tique, taque…
para amar a vovozinha,
que é só minha!  que é só minha!

La il·lustració és de Sandra Bierman.

26.3.12

As árvores e os livros / Los árboles y los libros / Els arbres i els llibres


Els arbres i els llibres, el llibres dels arbres, els arbres de llibres... comparar els arbres amb els llibres... un homenatge als llibres i als arbres.

As árvores e os livros
(Jorge Sousa Braga)

As árvores e os livros
As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas,
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas.

E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas
no pecíolo, no limbo, nas nervuras.

As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».

É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras. 

8.2.12

Sorriso / Sonrisa: poesia de Rosa Lobato de Faria

El somriure... base de la felicitat, en grans i menuts (il. Benoît Morel)


O sorriso é uma chave
Que abre portas e janelas.
Entre muitas coisas mágicas
O sorriso é uma delas.

O sorriso é simpatia
Também pode ser amor.
O sorriso tem magia
Tem ternura e calor.

O sorriso dá carinho
O sorriso faz amigos.
Constrói tu, no teu caminho
Uma ponte de sorrisos.
*


La sonrisa

(Rosa Lobato de Faria)

La sonrisa es una llave
que abre puertas y ventanas.
Entre muchas cosas mágicas
la sonrisa es una de ellas.

La sonrisa es la simpatía
también puede ser el amor.
La sonrisa es la magia
tiene ternura y calor.

La sonrisa da cariño.
La sonrisa hace amigos.
Construye tu, en tu camino
un puente de sonrisas.

26.1.12

La lectura, un vici / La lectura, un vicio / Leitura, um vício


Meu vício 

Pode parecer loucura
a cura.
Tomei controle da situação
com ação.
Não me arrependo
se entendo.

Abraço palavras
com asas.
Na página que passo
sou pássaro.
Meu céu
é o papel.

Não dê sumiço
ao meu vício.
Tente entender
meu prazer.
Nem vem que não tem
nenê.

É por tanto amor
seu doutor.
que eu não me livro
do livro.

La il·lustració és de Klaas Verplancke.

22.12.11

A Estrela Poinsétia: original poesia de Nadal de Leonardo B

El calor del Nadal s'assaboreix millor si es comparteix amb els amics, propers o llunyans sempre estan al nostre costat. L'amistat és compartir, des del més senzill a allò més gran, els somriures i les penes i també, com no, la poesia.

Leonardo B., amic i poeta, des de Portugal ens ha enviat aquesta bella història, A Estrela Poiensétia, narrada en vers. És un regal preciós, que ens ha sorprés amb molta il·lusió i, com sempre, compartim amb tots els lectors del blog. Moltes gràcies, Leonardo, que l'estrella de Nadal, amb la cua de la poesia, t'acompanye al llarg de 2012.

Un poema original, diferen, que amaga al seus versos tota la calor de l'espírit de Nadal:


A Estrela Poinsétia

Certa vez, eu e o meu crisofilo felino
Gato Sapato,
lendo na lua e nas suas velas
nascidas gradas, por fazenda do céu breu
ao abrigo da geada da noite menina,
confiámos ao anjo,
(daqueles que se vêm nos recortes de jornal!)
difícil pedido para uma noite de Natal:
do que sabíamos ler em segredo
dos ofícios desse sonhador profissional,
menino astro imaginador,
muitas eram as artes originais, prendas e mistérios
que podíamos encomendar
(um pião, um carro de linhas, um barco em formato de trovão),
mas destas, nenhuma,
destas não!
  
Esta noite, desta vez, nesta noite,
haveremos
nem que seja o vestígio
o pouco da flor perdida na nuvem
onde se plantou o mar,
e que no caminho de Pepita,
se fez ramo cor de fogo, a Poinsétia vulgar
a estrela vadia
que em forma de andor
no desajeitado lenho
se fez calor;
era a madrugada na noite menina,
o repique de sino no quente barro do céu,
nesse tecido rasgado por onde se vêem estrelas,
semelhantes ao chão molhado
por quente lágrima pequenina.


E por uma vez, que seja
certa vez
não quisemos incomodar o astro menino
com difícil pedido, rogo ou contrato:
apanhámos do chão,
a estrela-de-natal, hesitante,
tão breve e pálida, branca amarela
e nas mãos diamante.
Como que por desejo
meu e de meu dourado felídeo
Dom Gato Sapato,
esta noite é redobro do brilho
no campo da estrela, que luz
na luz da noite mais acanhada
e brilhante.

Leonardo B, Dezembro 19, 2011

[breve aparte: este texto, inédito, que foi sendo construído exclusivamente para o blog Poesia Infantil i Juvenil, fez referência à lenda Mexicana de Pepita e uma alusão aos versos de Vitorino Nemésio « Hoje é Natal. Comprei um anjo/ dos que anunciam no jornal».] 

Les il·lustracions són de Polina
  

31.10.11

O oficio, poesia d'Eugénio de Andrade


 L'ofici d'escriure (il·lustració de Frans Wesselman)

O Ofício
(Eugénio de Andrade)

Recomeço.
Não tenho outro ofício.

Entre o pólen subtil
e o bolor da palha,
recomeço.

Com a noite de perfil
a medir-me cada passo,

recomeço,
pedra sobre pedra,
a juntar palavras.

quero eu dizer:
ranho baba merda.

15.10.11

A avestruz resfriou-se.... atxus! Un poema per curar-se



Amb aquests canvis de temps no ens estranya gens que fins i tot l'estruç s'haja refredat... atxus-atxas! Malalteta s'ha ficat. Qui la curarà?

Resfriado

A avestruz resfriou-se
até as penas.

Capivara Sirigaita,
médica homeopata,
vai à casa da Avestruz.

Dieta de chás,
Dona Avestruz:
de manhã: hortelã
de tardim: alecrim
de madrugada:
mel com mostarda
e pronto, tá curada.

Mando a conta no
fim do mês
Antes de abrir,
conte até três.

Assinado:
Capivara Sirigaita -
Médica Homeopata.

La il·lustració és d'Ana López Caro.

5.10.11

O astro de dentro: riquesa de sentiments i imaginació en els versos de Leonardo B

Podria haver-hi, en lloc de cor....(il·lustració de Dolores Pardo Vialola)

Hi ha un univers on tenim el nostre espai, però dins nostre tenim també tot un ric univers d'imaginació i sentiments que cal descobrir. De vegades busquem fora el que tenim dins i no se n'adonem. Els nostre amic poeta, Leonardo B, ens acaba de fer un regalasso impressionant: un poema, acabat de crear, que ens mostra tota aquesta riquesa que portem dins, en forma d'astre de llum i imaginació, i que cal alimentar a cop de vers per a no perdre mai, enriquint-se i enriquint-nos. Gràcies Leonardo.

O Astro de Dentro
(Leonardo B)

                                                        Para Catarina Gonçalves, com amizade e admiração



Podia haver
[no lugar do coração]
um oceano, seis continentes, um avião
um astro azul ou um cometa envidraçado
uma pedra vinda do espaço
um quadrado ou mesmo um rectângulo arredondado,
podia ter
e nem teria terminado.

Até podia ter
[no lugar do coração]
um livro em branco, já escrito ou por escrever
um projecto de mundo, um traço
por nascente de rio ou mesmo um monte inacabado
um lápis, um bocado de giz ou um poema
que se escreve só por escrever,
que ainda assim,
ali, além, pelos jeitos dum fogo lento
no grande mar, peito adentro
ele, o astro refeito que comigo trago
continuaria sempre a bater.

Leonardo B, Setembro 28, 2011

12.9.11

Quando as crianças brincam: poesia de Fernando Pessoa


Quando as crianças brincam 

Quando as crianças brincam
e eu as oiço brincar,
qualquer coisa em minha alma
começa a se alegrar.

E toda aquela infância
que não tive me vem,
numa onda de alegria
que não foi de ninguém.

Se quem fui é enigma,
e quem serei visão,
quem sou ao menos sinta
isto no coração.

La il·lustració és de Shinya Okayama.

26.8.11

Boa noite, poesia infantil del portuguès Sidónio Muralha






Bona nit, buenas noches, boa noite... és hora d'anar a dormir, els xiquets i les zebres (que ja tenen el pijama ficat).


Boa Noite

A zebra quis
ir passear
mas a infeliz
foi para a cama

— teve que se deitar
porque estava de pijama.

*
La cebra quiso
ir a pasear
mas la infeliz
fue para la cama

- tuvo que acostarse
porque estaba en pijama

Il·lustració de Dale Keys.

13.7.11

Podem mesurar els sentiments? Medidas: poesia infantil en portuguès

 Hui en dia sembla que tot ho podem medir, quantificar, ficar-ho en estadístiques... Tot? Us sembla que, malgrat els avanços científics i tecnològics, ho podem medir tot? Doncs... no! Com medir la quantitat justa de brisa que necessitem per trobar-se fresquets a la vora del mar, com medir la intensitat del dolor davant la mort d'una mascota, com baremar el plaer que se sent compartint una xerrada amb els amics, quina temperatura cal que fagi per a que la lluna no tinga fred... de mesures tracta el poema de l'escriptora portuguesa Luísa Ducla Soares. De mesures o "immesures" a ritme de poesia

Medidas
(Luísa Ducla Soares)

Que metro mede
una grande alegria?

Em que poço cabe
un profundo desgosto?

Como saber a temperatura
dum amor ardente?

A que altura
voa o pensamento?

La il·lustracaió és de Teresa Lima.

5.6.11

Receita de inventar presentes / Recepta per inventar presents



Receita de inventar presentes
(Roseana Murray)

Colher braçadas de flores
bambus folhas e ventos
e as sete cores do arco-íris
quando pousam no horizonte
juntar tudo por um instante
num caldeirão de magia
e então inventar um pássaro louco
um novo passo de dança
uma caixa de poesia.


La il·lustració és de Maria Cininha.

6.4.11

Girassol, Giralua: poesia infantil de Leonardo B., des de Portugal


Ens ha encantat  el poema que ens ha regalat Leonardo B, des de la veïna Portugal, sobre el gira-sol, una flor que alegra els camps amb el seu groc, quasi daurat, menejant-se al voltant de l'astre rei.. Un poema original e inèdit d'aquest gran poeta. Gràcies,  un mil·lió de gràcies, Leonardo, amb el teu permís ho comparteixo amb tots els lectors del blog. Creuant l'oceà viatgen aquests gira-sol poètics ficant flaires de primavera en els camps dels infants. Ens uneix la poesia, més enllà de les barreres geogràfiques, culturals i lingüístiques. Preciós!

Girassol, Giralua
(Leonardo B.)

Tenho um girassol que fala
Que gira e dança em torno do sol;
É como a trança que trago
Enlaçada no meu cabelo cor de mel:
- Quando o chamo, é palavra que afago.

Tenho um girassol que brinca
E corre e salta as pocinhas da água do mar;
É como o tesouro que trago
Comigo, a estrela pequena que arrumo ao deitar:
- Quando adormeço já tenho um luar,
E a estrela abrigo.

Tenho um girassol dentro de mim
Que gira e dança e fala de papo cheio;
É meu irmão, minha irmã do meio
O sol que gira pequeno:
- Tenho um girassol que trago comigo,
E comigo vai, comigo veio
Para qualquer lugar.

Tenho um girassol, que gira comigo
Mesmo ao luar!

(Março 2011, 5. Leonardo B.)


La il·lustració del post és de Simona Sanfilippo

4.11.10

Cantigas de ninar brasileiras: cançons de bressol brasileres


Hi ha llengües que tenen un ritme especial, una armonia locutiva que ens invita, segons si parlem depressa o lentament, a jugar en el llenguatge. Això passa amb el portuguès i el seu dialectisme, el brasiler. Per exemple, proveu a dir en veu alta i ritme suau, pausat, les cançons de bressol que fiquem a sota aquestes paraules. Sembla com si bressolarem, d'una manera molt musical, la sòn dels bebes. Ens semblen magnífiques aquestes "cantigas de ninar".

Tique, tique… tique, taque
(Maria dos Reis Campos
e Alcina M. de Sousa)

Tique, tique… tique, taque
Bate dentro de meu peito
um coração todo feito
tique, tique… tique, taque…
para amar a vovozinha,
que é só minha! que é só minha!
*

O murucututu
(Wilson Woodrow Rodrigues)

( Cantiga de ninar )

Murucututu,
que está escondidinho
na copa folhuda
do pé de araçá.

Murucututu,
o meu irmãozinho
precisa de sono,
onde é que ele está ?

Murucututu,
amigo da lua,
que não teme a noite
que não tem luar.

Murucututu,
que sorte é a sua
ir dentro da noite
o sono buscar.

Murucututu.
o meu irmãozinho
que não tinha sono
sonhando já está?
*

Ninho do Sono
(Wilson Pereira)

Na rede da varanda
o menino
se põe a balançar
pra lá pra cá
pra lá pra cá
e deixa-se embalar
leve voando.

O sono bem mansinho
vem perto pousando
e num instante
pega no colo o menino
 La il·lustració és d'Émorine Marie.

1.11.10

Poema de novembre / Novembro poesia


Anem deixant caure les fulles del calendari i ja estem en Novembre, més de pluja i fred, de bolets i castanyes, i també de poesia. Ho fem de la mà del poeta João Manuel Ribeiro, que té un grapat de bons llibres de poesia infantil per a xiquets.

Novembro / Novembre

1 e 2, // 1 i 2
começa Novembro // comença novembre
com Santos e Defuntos // amb Sants i Difunts
juntos. // junts.

A 11, // A 11,
S. Martinho // S. Martí
junta as castanhas // junta les castanyes
com o vinho. // amb el vi.

A 23, // A 23,
S. Clemente // S. Clement
faz alçar a mão da fava // planteja la ma de fava
e da semente. // i de llavors

A 25, // A 25
Santa Catarina // Santa Catalina
um mês determina // un mes determina
até ao Natal. // cap a Nadal.

La il·lustració és de Mercedes de La Jara.

25.8.10

Agosto, poesia de João Manuel Ribeiro


No podem acabar agost sense un poema del sobre aquest mes. Ens ha agradat molt la poesia infantil del portuguès João Manuel Ribeiro, amb la il·lustració que per al poema ha realitzat Anabela Dias

Agosto

Uns dizem que sim:
- Se chove e troveja em Agosto,
muita será a uva e o mosto.

Outros não pensam assim:
- Se chove e troveja em Agosto,
o sol será pouco e muito o desgosto.

Uns dizem que não:
- Quem em Agosto ara
nem só riqueza prepara.

Outros pensam, em oposição:
- Toda a fruta tem o seu gosto
nos dias maduros de Agosto.

Uns fazem neste mês o seu posto:
- O sol é bom e dá pelo rosto
e se chove, chove mel e mosto.

Outros, em sentido oposto,
debulham e malham sem gosto:
- Malditos os (de)feitos de Agosto.